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Proteção anual contra a raiva alcança 99,9 mil pets no Distrito Federal

A proteção contra a raiva avançou no Distrito Federal em 2026, com 99.903 cães e gatos imunizados até o balanço divulgado pela Secretaria de Saúde. O resultado amplia a barreira de prevenção de uma doença que pode atingir animais e seres humanos e mostra a importância de manter a vacinação dos pets em dia ao longo do ano.

Do total registrado, 82.878 animais eram cães e 17.025 eram gatos. Segundo a Secretaria de Saúde do Distrito Federal, o número representa crescimento de 87,18% em relação a 2025 e está entre os maiores resultados registrados nos últimos anos. A divulgação ocorreu em 28 de setembro de 2026, data do Dia Mundial contra a Raiva, e foi atualizada em 26 de outubro.

Mais do que um indicador de campanha, a vacinação de cães e gatos é uma medida de saúde pública. A raiva é transmitida pela saliva de mamíferos infectados, principalmente por mordidas, arranhões ou lambeduras em feridas e mucosas. A imunização dos animais domésticos reduz a possibilidade de circulação do vírus próximo às residências e, consequentemente, o risco de exposição das pessoas.

Vacinação permanece disponível durante o ano

A campanha realizada no segundo semestre concentrou atendimentos em diferentes regiões administrativas do DF, mas a vacinação gratuita não fica restrita às ações especiais. De acordo com a Agência Brasília, a vacina antirrábica permanece disponível durante todo o ano nos pontos fixos da Gerência de Vigilância Ambiental de Zoonoses e nos Núcleos Regionais de Vigilância Ambiental.

A orientação divulgada pelos órgãos públicos é que cães e gatos recebam a vacina a partir dos três meses de idade, com renovação anual. A Secretaria de Saúde informa que a dose também pode ser aplicada em fêmeas prenhas ou em período de amamentação, enquanto animais doentes passam por avaliação da equipe responsável antes da imunização.

Para levar o animal aos pontos de atendimento, o tutor precisa ser maior de idade e apresentar documento de identificação válido com foto. A lista de locais e horários pode sofrer atualização conforme a organização do serviço, por isso a consulta deve ser feita diretamente nos canais oficiais da Secretaria de Saúde do Distrito Federal.

Casos reforçam a necessidade de vigilância

O avanço da vacinação ocorre em um cenário que ainda exige atenção. Em agosto de 2026, a Agência Brasília informou a confirmação de um caso de raiva em um cão na região do Lago Norte. Até então, o Distrito Federal não registrava casos da doença em cães desde 2000 nem em gatos desde 2001, segundo a publicação.

A ocorrência demonstra que a redução histórica da circulação do vírus não elimina a necessidade de prevenção. Animais domésticos podem ter contato com morcegos e outros mamíferos, inclusive em áreas urbanas. Por isso, mesmo cães e gatos que vivem em casas ou apartamentos devem ser mantidos com a vacinação atualizada, conforme a orientação da vigilância sanitária.

A Secretaria de Saúde também orienta que moradores não tentem capturar, tratar ou medicar animais com comportamento alterado. Em situações suspeitas envolvendo cães, gatos ou morcegos, a Vigilância Ambiental pode ser acionada pelo telefone e WhatsApp (61) 3449-4434. Animais silvestres, incluindo morcegos e macacos, são protegidos por lei e não devem ser manuseados pela população.

Raiva exige resposta rápida após acidentes

Em caso de mordida, arranhão ou lambedura em ferimento, a recomendação dos serviços públicos é lavar imediatamente o local com água e sabão e procurar uma Unidade Básica de Saúde, Unidade de Pronto Atendimento ou hospital. Os profissionais avaliam o tipo de exposição, as características do ferimento e as condições do animal envolvido para definir as medidas necessárias.

Conforme o risco identificado, pode ser indicada profilaxia pós-exposição, com vacina e, em algumas situações, soro antirrábico. A avaliação deve ser feita por uma equipe de saúde, sem tentativa de substituir o atendimento profissional por medidas caseiras.

No Distrito Federal, desde a fundação de Brasília, foram registrados dois casos de raiva humana, em 1978 e 2022, ambos com desfecho fatal, conforme o balanço da Secretaria de Saúde. A pasta ressalta que o controle da doença depende da combinação entre vacinação contínua, vigilância de casos suspeitos e procura rápida por atendimento após possíveis exposições.

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