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Descubra com Tiago Oliva Schietti: consórcio vs. financiamento de veículo. Onde está a vantagem?

A escolha entre um consórcio e um financiamento de veículo raramente é simples, uma vez que envolve variáveis que vão muito além do valor da parcela mensal. Isto posto, segundo o empresário Tiago Oliva Schietti, antes de assinar qualquer contrato, é preciso entender como cada modalidade se comporta diante de quatro variáveis decisivas: a urgência da compra, o custo total da operação, o prazo de pagamento e o peso das parcelas no orçamento doméstico. Com isso em mente, a seguir, abordaremos qual caminho pode fazer mais sentido para o seu momento financeiro.

O consórcio atende quem tem pressa para comprar o veículo?

A resposta direta é não. Como ressalta Tiago Oliva Schietti, o consórcio funciona por meio de cartas de crédito liberadas conforme sorteios ou lances, o que torna o prazo de acesso ao veículo incerto. O financiamento de veículo, por outro lado, libera o dinheiro quase imediatamente após a aprovação de crédito, atendendo quem precisa do carro logo.

Logo, essa diferença de tempo já elimina o consórcio para quem depende do veículo para trabalhar ou substituir um carro quebrado. Entretanto, quem planeja a compra com meses ou até anos de antecedência pode aproveitar o consórcio sem essa pressão, tornando o modelo bastante interessante.

Qual opção custa menos no fim das contas?

O financiamento embute juros que, somados ao longo do contrato, elevam consideravelmente o valor final pago pelo veículo. O consórcio, sem juros bancários, cobra apenas taxa de administração, fundo de reserva e seguro, o que costuma resultar em custo total mais baixo, mesmo com o tempo de espera envolvido. Em vista disso, os seguintes fatores ajudam a entender por que o custo total tende a variar tanto entre os dois modelos:

  • Taxa de juros do financiamento incide sobre o saldo devedor durante todo o contrato;
  • Taxa de administração do consórcio é diluída ao longo das parcelas, sem cobrança de juros;
  • Lances ofertados no consórcio podem antecipar a contemplação sem custo adicional relevante;
  • Entrada exigida no financiamento reduz o valor financiado, mas compromete o caixa imediato.

Assim sendo, comparar apenas o valor da parcela mensal é um erro comum entre compradores de primeira viagem, porque o custo total de cada modalidade só fica evidente quando se somam taxas, juros e prazo em conjunto, e não isoladamente.

Tiago Oliva Schietti
Tiago Oliva Schietti

O prazo de pagamento pesa mais no financiamento ou no consórcio?

Os financiamentos podem ter prazos de até 60 meses, com parcelas fixas que já incluem juros desde o primeiro pagamento. O consórcio pode se estender por até 80 meses, mas sem cobrança de juros, o que reduz o valor de cada parcela, ainda que o contrato dure mais tempo.

Tendo isso em vista, prazos mais longos no consórcio nem sempre representam desvantagem, desde que o comprador tenha paciência para aguardar a contemplação, frisa Tiago Oliva Schietti, empresário. Já no financiamento, prazos mais curtos aceleram a posse do bem, mas concentram o peso da dívida em menos anos de pagamento.

Impacto das parcelas no orçamento familiar

As parcelas do financiamento tendem a ser mais altas, já que incluem juros compostos sobre o saldo devedor. Isso reduz a margem do orçamento para outras despesas, especialmente nos primeiros anos do contrato, quando o saldo devedor ainda é elevado e os juros pesam mais, deixando menos espaço para imprevistos.

O consórcio, por sua vez, costuma caber melhor no orçamento mensal, já que as parcelas são proporcionalmente menores. Esse alívio no fluxo de caixa mensal é um dos principais motivos pelos quais famílias com renda mais apertada preferem o consórcio, mesmo sabendo que a espera pela contemplação pode ser longa.

A decisão certa depende do momento de cada comprador

Em conclusão, não existe uma resposta universal. Quem precisa de um carro imediatamente tende a se beneficiar do financiamento, mesmo pagando mais juros. Já quem pode esperar a contemplação encontra no consórcio uma forma mais econômica de realizar a troca sem comprometer tanto o orçamento mensal.

Desse modo, avaliar urgência, custo total, prazo e impacto das parcelas antes de assinar qualquer contrato pode evitar arrependimentos financeiros, como pontua Tiago Oliva Schietti. Assim sendo, a escolha entre consórcio e financiamento não é sobre qual modelo é melhor, mas sobre qual se encaixa na realidade financeira de cada comprador neste momento específico, considerando também a rotina dos meses seguintes.

 

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